Friday, March 11, 2011
Santo Sal
Mulher,
Senhorita,
Mulher...
Ruma de canto a perder de fato as conta
meu peito cantou por ti
No emaranhado dos fio do teus cabelo
canta o canto o amor sem fim
E o teus beijo - cantoria -
despe a alma irriquieta a se abrir
Mulher,
Senhorita,
Mulher...
Os trovão no silêncio das multidão
vê aflição lhe destruir
Mas ideal que tem paixão acorda o canto
e o cantador pode sorrir
E vence nua e crua as veste de donzela
santo sal me consumir
Ah...
Senhorita...
Ah...
Me corazon...
E quando exausta de amar, sobre meu peito,
enfim morrer... lascivo ardor
Letra da música 'Santo Sal'
Wednesday, February 02, 2011
De coisa
Eu sabia que os pai da moça
Num quiria ela de coisa cumigo...
Mas no dia que nossas vista se incontrô
Foi que nem vertige;
As perna bobiaro
E o orguio aprumô a ispinha.
Naquele instante,
a alma isquicida dela merma,
Derramô toda a inquietude
Que brotô nos interno do querê.
Eu sabia que os pai da moça
Num quiria ela de coisa cumigo...
Mas eu sabia que aquele repente
Que repetia aquele nome delirante
Rogava o açoite de nossas carne ardente
Na treva clara do desejo flutuante.
Agora essa prenda é tudo que eu ligo
E aquela amarga sodade que larguei
Ficô com os pai da moça...
Que num quiria ela de coisa cumigo.
Num quiria ela de coisa cumigo...
Mas no dia que nossas vista se incontrô
Foi que nem vertige;
As perna bobiaro
E o orguio aprumô a ispinha.
Naquele instante,
a alma isquicida dela merma,
Derramô toda a inquietude
Que brotô nos interno do querê.
Eu sabia que os pai da moça
Num quiria ela de coisa cumigo...
Mas eu sabia que aquele repente
Que repetia aquele nome delirante
Rogava o açoite de nossas carne ardente
Na treva clara do desejo flutuante.
Agora essa prenda é tudo que eu ligo
E aquela amarga sodade que larguei
Ficô com os pai da moça...
Que num quiria ela de coisa cumigo.
Night Flight
E se descobre a noite
Em passos delirantes...
Brota o desejo mordido
Na peleja de bocas impacientes
Frio cortante em sóis salientes
Num sorriso molhado e ardido
E a dançar, alma eterna errante
No fado providencial da noite.
Em passos delirantes...
Brota o desejo mordido
Na peleja de bocas impacientes
Frio cortante em sóis salientes
Num sorriso molhado e ardido
E a dançar, alma eterna errante
No fado providencial da noite.
Friday, May 07, 2010
Quase Pessoa
Agora a estrada em peito mora mágoas
E num soluço sequestrando a consciência
Recordo navegar sob o sonho e na existência
Exalando a fé dos que viviam sobre as águas.
Encontro nas naus que aqui me puseram
E que em minha história enfincaram tão divina cruz
A vontade que os tempos nos disseram
Nos mostrando o caminho a que conduz.
No claustro da solidão que me governa
Tenho o sepulcro de minh'alma que hoje chora
E tal a sombra de um vulto a dor interna
Tão efêmera vida se devora.
Eis-me aqui, numa confissão mais que tardia
Revelando a dor em cada verso
Cuja voz não tem força de protesto
Pois de nada existo salvo a treva fria.
Feita lá pelos 18.
E num soluço sequestrando a consciência
Recordo navegar sob o sonho e na existência
Exalando a fé dos que viviam sobre as águas.
Encontro nas naus que aqui me puseram
E que em minha história enfincaram tão divina cruz
A vontade que os tempos nos disseram
Nos mostrando o caminho a que conduz.
No claustro da solidão que me governa
Tenho o sepulcro de minh'alma que hoje chora
E tal a sombra de um vulto a dor interna
Tão efêmera vida se devora.
Eis-me aqui, numa confissão mais que tardia
Revelando a dor em cada verso
Cuja voz não tem força de protesto
Pois de nada existo salvo a treva fria.
Feita lá pelos 18.
Thursday, April 08, 2010
3:15h
E uma neblina densa me tirava a consciência...
Puro instinto...
Dois animais no cio.
Sua calcinha, arranquei.
A penugem que cobria aquele sexo de olor inebriante...
Toquei-a com minha lingua sobre sua virilha...
Murmúrios. Gemidos que aumentavam minha sede...
Amávamos desprovidos de qualquer pudor.
Puro instinto...
Dois animais no cio.
Éramos um só corpo.
Movimentos perfeitamente sincronizados.
Mordia seus lábios com força, fora;
beijava e beijava seu pescoço, dentro;
Sentia seus seios eretos me roçarem o peito, for, lambia-os, dentro;
Mordia, beijava, lambia, fora, lambia, beijava, mordia, dentro...
O corpo liberta a alma...
Seu coração pulsando acelerado...
O meu, havia muito se descontrolara.
Aquele jeito de virar o rosto e me encarar, dentro;
Um riso sacana rompendo um tímido olhar de menina, fora;
Uma dança de mulher, dentro;
Uma armadilha, uma cilada, fora,
Ingenuamente bem tramada, dentro;
Uma dor, fora, uma sede, dentro, uma dor, fora, uma sede, dentro
Uma sede, fora, uma sede, dentro, uma sede, fora, uma sede, dentro;
Instinto, fora, instinto, dentro, instinto...
Raios, trovões, Big-Bang, paixão, lágrimas, suor...
Cigarro e sono.
3:15h. Eu preciso ir.
Puro instinto...
Dois animais no cio.
Sua calcinha, arranquei.
A penugem que cobria aquele sexo de olor inebriante...
Toquei-a com minha lingua sobre sua virilha...
Murmúrios. Gemidos que aumentavam minha sede...
Amávamos desprovidos de qualquer pudor.
Puro instinto...
Dois animais no cio.
Éramos um só corpo.
Movimentos perfeitamente sincronizados.
Mordia seus lábios com força, fora;
beijava e beijava seu pescoço, dentro;
Sentia seus seios eretos me roçarem o peito, for, lambia-os, dentro;
Mordia, beijava, lambia, fora, lambia, beijava, mordia, dentro...
O corpo liberta a alma...
Seu coração pulsando acelerado...
O meu, havia muito se descontrolara.
Aquele jeito de virar o rosto e me encarar, dentro;
Um riso sacana rompendo um tímido olhar de menina, fora;
Uma dança de mulher, dentro;
Uma armadilha, uma cilada, fora,
Ingenuamente bem tramada, dentro;
Uma dor, fora, uma sede, dentro, uma dor, fora, uma sede, dentro
Uma sede, fora, uma sede, dentro, uma sede, fora, uma sede, dentro;
Instinto, fora, instinto, dentro, instinto...
Raios, trovões, Big-Bang, paixão, lágrimas, suor...
Cigarro e sono.
3:15h. Eu preciso ir.
Thursday, January 15, 2009
Oração
Vai, minha flor...
E me leva
Quando for de nadar no açude
Água calma é ‘sustança’ de espírito...
Mas quando for de cair no mar
Ah... aí me leva também
Que naufragar é preciso...
E se tiver de ’avoá’, ‘nóis avôa’
Porque a cabeça é escrava do peito
‘que nem eu, dos óio dela...’
E se um dia te tomar o cansaço
Lembra de mim a berrar
Vai, minha vida, me leva...
E faz de mim o que quiser.
E me leva
Quando for de nadar no açude
Água calma é ‘sustança’ de espírito...
Mas quando for de cair no mar
Ah... aí me leva também
Que naufragar é preciso...
E se tiver de ’avoá’, ‘nóis avôa’
Porque a cabeça é escrava do peito
‘que nem eu, dos óio dela...’
E se um dia te tomar o cansaço
Lembra de mim a berrar
Vai, minha vida, me leva...
E faz de mim o que quiser.
Monday, December 22, 2008
Friday, December 19, 2008
Olhos Esmeralda IV
Um dia eu ia
Quando ali parei...
Já havia visto à cegos olhos
Que quando em luz se desfizeram
Que de tanto brilho, embriaguei.
Tenho mundos de lembranças
Mas nada ousou ser tão belo
Quanto aquelas pedrinhas no caminho
Que um dia eu ia
Quando ali parei....
Quando ali parei...
Já havia visto à cegos olhos
Que quando em luz se desfizeram
Que de tanto brilho, embriaguei.
Tenho mundos de lembranças
Mas nada ousou ser tão belo
Quanto aquelas pedrinhas no caminho
Que um dia eu ia
Quando ali parei....
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